Colunistas Underground

Ruído Mental transforma o caos da mente em peso e verdade

Diretamente de São José dos Pinhais, banda mistura rapcore, nu metal e rock alternativo para falar sobre revolta, identidade e sobrevivência emocional. Tem banda que usa o peso apenas como estética. No entanto tem banda que transforma aquilo que dói por dentro em música. A Ruído Mental está no segundo grupo. Diretamente de São José dos Pinhais, no Paraná, a banda apresenta uma mistura intensa de rapcore, nu metal e rock alternativo. São riffs pesados, atmosferas densas e uma sonoridade crua, construída para representar o barulho constante de uma mente acelerada. Nas letras, o grupo mergulha em conflitos internos, revolta, identidade e sobrevivência emocional. Não existe tentativa de esconder as cicatrizes ou suavizar a realidade. A proposta é justamente colocar tudo para fora com peso, distorção e verdade. Rap Core banda Ruido Mental O próprio nome Ruído Mental resume bem essa identidade. É aquele pensamento que não desliga, a pressão acumulada, a raiva presa na garganta, além disso a batalha silenciosa que muita gente enfrenta diariamente. Quando tudo isso encontra a música, nasce uma espécie de válvula de escape coletiva. Mais do que simplesmente reproduzir a sonoridade do nu metal, a banda procura transportar essa influência para a realidade da …

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Hebo Imoxi transforma memória em rap: Homen(s)agem conecta passado e futuro da música angolana

Ao lado de Guefária Anikulapu Ampu, veterano ligado aos Filhos da Ala Este revisita a memória musical de Angola em um projeto que mistura rap consciente, poesia e ancestralidade. Tem disco que olha para o passado por nostalgia. E tem disco que olha para trás porque sabe que ninguém constrói futuro sem saber quem abriu o caminho. Foi essa segunda sensação que tivemos aqui no Cena Underground quando chegou até nós HOMEN(S)AGEM, projeto colaborativo dos rappers angolanos Hebo Imoxi e Guefária Anikulapu Ampu. O álbum foi concebido como uma reverência àqueles que ajudaram a construir a identidade musical de Angola. Ao mesmo tempo, utiliza rap, poesia e oralidade para trabalhar memória, influência e continuidade cultural. Entretanto, quando fomos pesquisar quem estava por trás desse trabalho, a história ficou ainda maior. Hebo Imoxi não chegou ontem Hebo pertence a uma geração que viu o Hip Hop angolano construir suas próprias estruturas. Seu nome está diretamente relacionado aos Filhos da Ala Este, grupo cuja trajetória já foi objeto de pesquisa acadêmica publicada pela Universidade de São Paulo. Nesse sentido, a documentação sobre o coletivo ajuda a colocar os Filhos da Ala Este dentro da formação histórica do rap angolano e registra Hebo …

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Do Witch House ao cinema independente: DRIGGU transforma Campina Grande em laboratório para sua arte

DRIGGU: música experimental e Witch House direto de Campina Grande

Multiartista paraibano cruza música experimental, audiovisual e produção independente e chega a 2026 ampliando um universo artístico construído fora das fórmulas tradicionais. Tem artista que escolhe um gênero. Tem artista que escolhe um formato. E tem gente que simplesmente prefere destruir essas divisões. Foi assim que o trabalho do DRIGGU, de Campina Grande, na Paraíba, chegou até nós aqui no Cena Underground. O primeiro contato veio através de “FOCUS ON PROGRESS”, faixa acompanhada de videoclipe oficial que apresenta bem uma parte desse universo: eletrônico, sombrio, experimental e difícil de encaixar em uma única prateleira. Mas quando fomos pesquisar mais a fundo, percebemos que a história tinha avançado e bastante. DRIGGU vai além da música Rodrigo Barbosa da Silva, artisticamente conhecido como DRIGGU ou Driggu Florentino, nasceu em Campina Grande e desenvolve um trabalho que cruza música, fotografia, composição, audiovisual, escrita e outras experiências artísticas. O inventário Paraíba Criativa registra essa trajetória multidisciplinar e aponta sua atuação desde a adolescência na produção independente. E talvez seja justamente aí que esteja o ponto mais interessante. Em uma época na qual boa parte da música é produzida já pensando em caber nos segundos de um algoritmo, DRIGGU parece seguir pelo caminho contrário: criar …

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De Colombo a Salvador: o underground fala a mesma língua.

Laboratório Underground abre nova seleção em Salvador com produção de EP, shows, distribuição digital e capital-semente para artistas autorais. Por Edgar Kchrystofer | Cena Underground Quando esse material chegou ao e-mail do Cena Underground, eu não enxerguei apenas mais um release. Vi um espelho. Vi caminhos se encontrando. De um lado está o Coletivo Sem Freio, Ponto de Cultura que movimenta a cena autoral de Salvador. Do outro, o Cena Underground, atuante desde 2008 em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba. São territórios diferentes, sotaques diferentes e muitos quilômetros de distância. Mas a linguagem é a mesma. Porque o underground é universal. Pode mudar o ritmo, a estética e o endereço, mas a luta para gravar, divulgar, subir no palco e construir uma carreira independente é muito parecida em qualquer lugar. Salvador liga os amplificadores para a nova geração É nesse cenário que o Coletivo Sem Freio lança a segunda edição do Laboratório Underground, iniciativa gratuita criada para transformar produção autoral em desenvolvimento de carreira, gravação, lançamento e circulação. Não é apenas uma oficina e também não termina em uma apresentação. Assim sendo o projeto acompanha os trabalhos selecionados desde a orientação profissional até a chegada das músicas ao público. …

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Juice FLSH conecta Angola, Brasil e Colômbia em Desabafo Visceral

Quando a gente fala de cena underground, a parada vai muito além de bairro, cidade ou país. O som atravessa fronteira quando tem verdade. E é nessa linha que chega o artista Juice FLSH, diretamente de Luanda, Angola, apresentando o EP “Desabafo Visceral”. O projeto vem dentro da estética do Emo Trap, mas não daquele jeito forçado. É um trabalho mais íntimo, mais pesado no sentimento, onde o artista transforma ansiedade, solidão, dependência emocional e conflitos internos em música. É como se cada faixa fosse uma parte de um diário aberto, só que com beat, melodia e vivência. Com 5 faixas, “Desabafo Visceral” mostra um Juice FLSH conectado com a nova geração do trap melancólico, mas também com uma identidade própria dentro do underground lusófono. Entre os destaques do EP estão “Inexplicável”, “Desabafo Visceral”, “Trajetória Sem Sentido” e “Na Minha Cabeça”. Outro ponto forte é a conexão internacional. O projeto conta com participação de Guilherme Santos, do Brasil, na faixa “Inexplicável”, e VC!666, da Colômbia, na música “Desabafo Visceral”. Angola, Brasil e Colômbia aparecem aqui no mesmo corre, mostrando que a cena independente não precisa esperar autorização da grande indústria para se movimentar. Esse tipo de lançamento representa bem o …

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Mano Sal estreia no Rap do Paraná com o single “The Begin”

mano sal rap do parana the begin

O rap do Paraná nunca deixou de ter voz forte dento do Rap Nacional na cena underground. Das rodas de break de Curitiba até os mic’s suados dos bares e estúdios improvisados, sempre teve gente que transformou dor em arte, cicatriz em verso. E agora, mais uma vez, quem chega pra somar nessa caminhada é Mano Sal, lançando seu primeiro single solo: “The Begin”. A caminhada de rua e o peso da verdade Mano Sal não é apenas mais um nome no corre do rap nacional. Sua história carrega uma luta real, daquelas que não cabem em pose ou discurso pronto. Entre 2003 e 2006, ele enfrentou de frente o crack, um período sombrio que quase apagou o brilho. Mas é justamente aí que mora a diferença: ano que vem, ele completa 20 anos limpo, e traz esse marco como combustível para rima e vida. “The Begin” nasceu desse choque interno, dessa batalha contra a depressão que poderia ter calado sua voz, mas virou munição poética. A faixa é um desabafo cru, mas também um renascimento — uma mensagem direta de que o rap pode ser cura, resistência e o grito de quem não desiste. Beat e produção com alma, …

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RapPaz 2025: evento de Hip-Hop e Cultura Popular em Colombo

Rap Paz 2025 Colombo

RapPaz 2025: Festival de Hip-Hop e Cultura Popular em Colombo no dia 16 de agosto O RapPaz, um dos eventos mais tradicionais do hip-hop paranaense, está de volta em 2025 com a edição especial “Renascendo das Cinzas”. O festival acontece no Jardim Osasco, em Colombo, no próximo sábado, 16 de agosto, a partir das 9h, reunindo rap, graffiti, batalhas de rima, break, reggae, capoeira, dança e feira de economia criativa. Programação do RapPaz 2025 em Colombo O público poderá curtir um dia inteiro de atrações culturais: Apresentação do MC Davi Black DJs e shows de rap Graffiti ao vivo Batalha de Rima e Batalha de Break com premiação em dinheiro, troféus, medalhas e brindes Apresentações de cultura popular Aulas abertas de capoeira e dança Show de reggae Feira de economia criativa e solidária com a Banca Tudo Nosso — espaço para artistas de Curitiba e região exporem produtos autorais. As inscrições para as batalhas serão realizadas no local, com entrada gratuita para todo o público. A história do RapPaz Criado em 2003, o RapPaz nasceu como resposta ao vazio cultural nas comunidades periféricas de Curitiba e Região Metropolitana. O projeto sempre teve como missão oferecer arte, cultura, esporte e conscientização …

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LEAN ETC: O Trap de Luanda que vem quebrando fronteiras

Trap Angolano Lean ETC - Cena Underground 01

  Direto de Luanda, Angola, chega com força o nome que você ainda vai ouvir muito nas ruas, nos fones e nos palcos: LEAN ETC. Jovem, focado e cheio de fé, o artista de apenas 19 anos já vem deixando sua marca na cena do Trap angolano, além disso vem mostrando que quem tem visão não precisa esperar convite — já chega ocupando espaço.  LEAN ETC O COMEÇO: UM MOLEQUE, UMA VISÃO, UMA VIBE VICIANTE Leandro Mateus, conhecido no corre como LEAN ETC, começou a escrever sua história no Trap em 2017, quando tinha só 12 anos. De lá pra cá, o garoto virou homem com rima na mente e propósito no coração. No entanto o nome “LEAN ETC” não é só estilo — é conceito: “VICIANTE E MAIS ALGUMA COISA”. É sobre ser viciante, mas também ser plural, ser além. Com sons como “Tsunami”, “Drip Too Hard” e “Foco na Missão”, Lean vem construindo seu repertório com beats pesados, flows afiados e letras que misturam autoestima, além disso a caminhada de quebrada e ambição de quem sabe onde quer chegar. DE LUANDA PARA O MUNDO O diferencial de Lean não é só a estética sonora — é a postura. …

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Flavio Dark Lança ‘Poção da Vida Parte 2’ no Rap Nacional

Flavio Dark lançou no dia 13 de fevereiro de 2025, o rapper paranaense  “Poção da Vida Parte 2”, acompanhado de um videoclipe que, vou te falar, achei foda pra caralho. Além disso é conhecido por sua escrita afiada e um flow que te prende, Flávio mistura o rap raiz do Paraná com aquele sabor pesado do gueto norte-americano, criando uma sonoridade que é só dele. Eu acompanhei de perto, gravei umas tracks com o cara, e posso dizer com toda convicção: ele é diferenciado. A letra é um soco de realismo e esperança. Fala sobre ser sincero consigo mesmo, encontrar luz na escuridão e entender que a mudança vem de dentro. É tipo um mapa pra quem quer um futuro melhor, longe das ciladas do crime e das drogas. E o mais impressionante? Flávio tá vivendo isso na pele. Mesmo enfrentando seus próprios desafios, como o período atual em que busca reabilitação, ele mantém os sonhos vivos. O videoclipe, gravado na clínica onde ele tá internado, traz essa verdade crua para as telas, com participação do Mano Fler, um aliado de peso no rolê do rap. Produção que Pesa no Peito – Rap Nacional A produção sonora ficou nas mãos …

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Ainda Estou Aqui’ vence Melhor Filme Internacional no Oscar 2025

Ainda Estou Aqui' vence Melhor Filme Internacional no Oscar 2025

O cinema brasileiro acaba de escrever um dos momentos mais emblemáticos de sua história com o filme Ainda estou aqui. Além disso o filme Ainda Estou Aqui, dirigido pelo renomado Walter Salles, conquistou o Oscar de Melhor Filme Internacional em 2025. Reafirmando a força e a potência da nossa produção cinematográfica. A obra conta a história de Eunice Paiva, nos anos 70, que busca desvendar o desaparecimento de seu marido durante a ditadura. Assim sendo mais do que um drama pessoal, o filme resgata a memória histórica do país. Dando voz a uma parte da nossa trajetória que muitos tentam apagar. Ainda estou aqui vence o Oscar de Melhor filme Internacional em 2025 A vitória de Ainda Estou Aqui é uma conquista não apenas para o cinema, mas para a cultura nacional como um todo. >Num momento em que o setor enfrenta desafios e cortes de investimento, políticos flertando com uma nova ditadura, como temos visto a investigação feita sobre isso, no entanto o reconhecimento internacional vem como um grito de resistência e uma prova incontestável do talento brasileiro. Mais do que nunca, precisamos lutar para garantir que histórias como essa continuem sendo contadas.   Não venceu Oscar de Melhor …

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