Diretamente de São José dos Pinhais, banda mistura rapcore, nu metal e rock alternativo para falar sobre revolta, identidade e sobrevivência emocional.
Tem banda que usa o peso apenas como estética. No entanto tem banda que transforma aquilo que dói por dentro em música.
A Ruído Mental está no segundo grupo.
Diretamente de São José dos Pinhais, no Paraná, a banda apresenta uma mistura intensa de rapcore, nu metal e rock alternativo.
São riffs pesados, atmosferas densas e uma sonoridade crua, construída para representar o barulho constante de uma mente acelerada.
Nas letras, o grupo mergulha em conflitos internos, revolta, identidade e sobrevivência emocional. Não existe tentativa de esconder as cicatrizes ou suavizar a realidade. A proposta é justamente colocar tudo para fora com peso, distorção e verdade.
Rap Core banda Ruido Mental
O próprio nome Ruído Mental resume bem essa identidade. É aquele pensamento que não desliga, a pressão acumulada, a raiva presa na garganta, além disso a batalha silenciosa que muita gente enfrenta diariamente. Quando tudo isso encontra a música, nasce uma espécie de válvula de escape coletiva.
Mais do que simplesmente reproduzir a sonoridade do nu metal, a banda procura transportar essa influência para a realidade da quebrada brasileira. É peso com vivência, atitude com propósito e música feita por quem entende que o underground também pode falar sobre saúde emocional, exclusão e resistência.
Quem faz o Ruído Mental
Por trás de toda essa parede sonora está a união de cinco integrantes. Jeff assume os vocais e a linha de frente da banda. Ewerson comanda a bateria, enquanto Cleber sustenta o peso no baixo e Pedro conduz os riffs da guitarra. Completando a formação, Boizera atua como DJ, acrescentando novas possibilidades à identidade musical do grupo.
Juntos, eles transformam revolta, vivência e inquietação em um som coletivo, pesado e verdadeiro.
Liderando a Ruído Mental está Jeff Let’s Go, um mano que nunca teve medo de se posicionar e contestar pelo que acredita ser certo. Essa postura sempre atravessou sua caminhada artística. Agora, fortalecido pela união com a banda, sua voz ganha ainda mais impacto: a contestação vira riff, a revolta encontra direção e a mensagem chega mais pesada.
Aqui no Cena Underground, eu sempre defendi que a música independente não precisa pedir licença para existir. Quando um grupo consegue transformar realidade em arte, ele não está apenas fazendo barulho: está dando voz para quem muitas vezes não consegue explicar aquilo que sente.
A Ruído Mental não promete conforto. A proposta é provocar, descarregar e representar. É música para quem carrega peso na alma, mas continua sobrevivendo.
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